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Quem é a pessoa mais importante da sua vida?

paulaneurociencias
7 de out.
4 min de leitura

Há momentos na nossa vida em que vivemos algo tão intenso que não podemos permitir que essa vivência fique apenas connosco. Surge uma necessidade de partilha, um desejo de sermos capazes de colocar tudo isso em palavras e, através delas, chegar às outras pessoas.


Eu vivi um desses momentos no passado e tenho a certeza de que não serei capaz de colocar em palavras toda a intensidade desse momento, mas não poderia ficar sem tentar.


Há uns anos, aceitei o desafio de fazer um treinamento na área da Programação NeuroLinguística, na Amazónia, uma imersão de três dias e, muito sinceramente, antes de começar esta experiência de três dias, o meu pensamento era:

“Paula, aproveita ao máximo. É a tua oportunidade de te tornares uma melhor profissional.”


Permitam-me partilhar convosco o que realmente aconteceu!


Compreendi que, se eu não for capaz de me divertir sozinha, nunca serei capaz de me divertir verdadeiramente com os outros ou, até mesmo, de fazer com que os outros apreciem a minha presença.

Então, a minha sugestão é: experimente saborear um bom vinho sozinho; coloque a sua música favorita e dance sozinho; prepare a melhor refeição que alguma vez cozinhou e presenteie-se com ela.

Se for capaz de amar cada um desses momentos, aí sim, desafio-o a partilhar um bom vinho com uma boa companhia, a preparar uma excelente refeição para receber os seus amigos e, quem sabe, não acabam todos a dançar pela casa?


Outra reflexão que fiz neste fim de semana foi que não podemos, nem devemos, viver contentando-nos, vivendo no mais ou menos.

Podemos e devemos exigir tudo aquilo que merecemos e, se houve algo que ouvi durante estes dias foi:

Tudo o que mandamos ao Universo, ele manda de volta para nós.

Então, porque não havemos de fazer por merecer devoluções maravilhosas do Universo?

Por várias vezes, ao longo do treinamento, todos os envolvidos foram incentivados a desafiarem-se, a quebrar as suas próprias barreiras e a sair dessa zona de conforto em que vivemos, apesar de todos termos consciência de que, de confortável, ela não tem nada.


Preciso de confessar que, nesses momentos de desafio, fiquei irritada.

Pensei estar irritada com a equipa por me colocar naquela situação — ser a vítima é sempre mais fácil.

No entanto, essa irritação era totalmente comigo. Era com a minha dificuldade em enfrentar o medo de arriscar, de fazer diferente.

Agora eu sei disso!


O interessante de toda esta situação de me sentir irritada foi ter percebido que, quanto mais o desafio me irritava, ou seja, quanto mais me deixava desconfortável, maior era o meu sentimento de conquista quando conseguia realizar aquilo que me era proposto.

Maior era aquela energia que sentia vir de dentro de mim e que me fazia sentir capaz de enfrentar o que quer que fosse.

Sabem por que razão esta transformação aconteceu?

Porque percebi o quanto sou capaz de transformar o meu medo em poder.

E essa é a única Paula que eu quero ser a partir de agora.

Assim, proponho a cada um de vocês que experimente desafiar-se a fazer esta transformação de medos em poder, em energia para sair da zona de conforto e se empoderar.

Experimente.

E vicie-se nessa ressignificação da sua vida!


Estes três dias de treinamento foram sempre sobre dar e receber amor.

Ou melhor, foram sobre saber dar e receber amor.

Quem me conhece bem sabe o quanto eu adoraria escrever páginas e mais páginas sobre saber dar e receber amor, mas acredito que consigo resumir-vos algumas das determinações que fiz em relação a isso:


Nunca mais vou ficar sem dizer um gosto de ti — que, em modo Paula, significa dizer um GOSTI.

Nem vou ter receio de dizer amo-te, mesmo tendo consciência de que posso não obter resposta ou, até mesmo, de que a resposta possa não ser aquela que eu gostaria.

Porque recuso-me a voltar a sentir medo de me permitir dizer o que sinto.

Recuso-me a aceitar que o medo continue a dominar a minha vida.

Agora, os meus comportamentos vão estar de acordo com os meus pensamentos. Sou eu quem está no controlo!


Determinei distribuir muitos mais pacotinhos de amor.

Como uma mensagem de carinho combinada para as 10h da manhã.

Como um dar de mãos para ouvir outra pessoa partilhar um momento difícil.

Como um olhar nos olhos acompanhado de um elogio.

E, assim, aos poucos, cada um desses pacotinhos de amor irá fazer cair todas as máscaras que vêm bloqueando as pessoas de se permitirem receber e dar amor.

Não existe uma única pessoa no mundo que não goste de ser amada.

Existem, sim, pessoas que nunca receberam amor.

E como pode alguém saber o quanto esse sentimento é energia, motivação e construtivo se nunca o experimentou?

O desconhecido provoca medo e é assustador, fazendo com que o instinto de sobrevivência seja resistir.

Mas não há nada que o amor não consiga, até mesmo arrancar máscaras.


Assim, desafio todos vocês a permitirem-se amar primeiro a vocês próprios.

Desafio cada um de vocês a não sobreviver, mas sim a viver.

Sem máscaras.

Sem medos.


Desafio-vos a permitirem-se dar e receber amor.

Sejam distribuidores de “pacotinhos de amor” e vão ver que irão começar a colecioná-los também.


Até porque:

Tudo o que nós damos ao Universo, ele devolve. Lembram-se?


Não serei uma melhor profissional porque fiz este treinamento.

Serei uma melhor profissional porque aprendi a olhar para mim.

Aprendi a ficar atenta aos imensos pacotinhos de amor que venho recebendo e dando ao longo da minha vida.

Aprendi a amar-me e a dar amor, independentemente daquilo que a outra pessoa tiver para me dar em troca.

Ou seja, aprendi a ser melhor como pessoa.

E essa Paula será, sem dúvida, uma melhor profissional.

Até porque não é possível dar aos outros aquilo que não temos.


A partir de hoje, quando alguém me perguntar:

“Quem é a pessoa mais importante da minha vida?”

Eu saberei responder sem pensar:

SOU EU!

Permitam-se utilizar uma única arma, para qualquer que seja a situação:

O AMOR.

Texto originalmente escrito e publicado por Paula Silva e sem qualquer interesse comercial.

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